terça-feira, 23 de outubro de 2007

And the Colours Start Changing...


Este é o flyer das Oficinas de Outubro que o designer português (hihihi) Alfredo Jorge fez para o Serviço Educativo. Um pedido pessoal, remunerado a beijinhos e abracinhos...

Obrigado amigo, pelo trabalho e pela disposição...

3 dias de trabalho, uma musica melódica e uma viagem a Barcelona pelo meio...

Que mania que tenho de querer fazer "tudo, mais alguma coisa... e ainda uma coisita ou outra se der". Bárbara, calma. Vamos fazer uma lista ou um brainstorming, como diz a outra (a outra é amiga, não é uma qualquer...).
Ok, já fiz umas quantas visitas domiciliárias às escolas. Devo dizer-vos que estava um pouco nervosa, e mais grave que as alterações no sistema nervoso foi mesmo o atropelo vocabular que me assaltou nos primeiros dias. Falta de organização - dizem uns; Nervosismo, é normal!!! - dizem outros. Só sei que tal facto até me ajudou na medida em que os professores se viram inundados de sentimentos humanistas e "quasi" fizeram o trabalho por mim.
Não imaginam o que é irem a um sitio que está sedento de novidade, que quer porque quer à força inovar, trabalhar, educar! Foi muito bom nesse sentido, ver que as pessoas estão realmente interessadas e que acreditam que é possivel educar através da Arte. Ao contrário de muitos outros que catalogam este como um processo falhado e por isso não dão o devido apoio e orientação.
Uma outra situação que não posso deixar de referir, esta é mesmo muito engraçada, foi a velocidade com que os professores me viram como "ombro-amigo" e até mesmo como jornalista de uma edição clandestina. Foi do género: 3,2,1 e toca a dizer mal do sistema! Critica para aqui, confissão para ali e ainda queixas para um outro lado que geralmente nao é incluido nesta lenga-lenga.
Ufa! Pausa para respirar...
Reunida a informação vou tempo de fazer os relatórios, sim porque há que informar a administração do que foi dito e feito...
E agora?

To be continued

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Olha o Bacalhau!!!


Deixo-vos aqui a capa do filme realizado pelo Alan Villiers, o tal reporter da National Geographic Magazine. Gostava de vos mostrar algumas das fotografias patentes na exposição, porque são relamente impressionantes, mas para isso têm de vir até cá. Vá lá, não custa nada...

Libertem o bacalhau...

Pessoal enviei o meu 1º E-mail oficial!! (gritos) É verdade, já mando mails, e logo vou fazer telefonemas (mais gritos). Fogo, que isto vai para aqui uma histeria... Compreendem não? Perdi uma manhã a enviar e-mails para as escolinhas da figueira, e-maisl que provavelmente nunca serão lidos ou então que serão enviados de imediato para o lixo. Já viram o quão gratificante é este trabalho? Mas não pensem que vou ficar por aqui, à tarde vão ser todos corridos a telefonemas. Bora lá marcar uma reunião... Vou aqui deixar-vos o texto (que não é post, é texto) que tive de fazer às 9h30 da manhã (penoso...) para anexar ao E-mail.



Caixa de Memória
Figueirenses na Pesca do Bacalhau
A Campanha do Argus, de Alan Villiers

De 4 de Outubro a 31 de Dezembro



De importância fundamental para o desenvolvimento económico da Figueira da Foz, a pesca do bacalhau à linha com dóris de um só homem, deu origem a uma triologia documental (filme, livro e álbum de fotografias) produzida por Alan Villiers.
Conhecido repórter da National Geographic Magazine, que em 1950 embarcou no lugre Argus, vivendo e anotando todos os detalhes da campanha nos mares frios da Terra Nova e Gronelândia.
Com o intuito de marcar na memória e recordação de todos, os rostos e os nomes dos naturais da Figueira da Foz, o CAE em parceria com o Museu Marítimo de Ílhavo, apresenta a exposição “Caixa da Memória”.
Por se tratar da história do Concelho e da vida de muitos figueirenses, o Serviço Educativo do CAE propõe-lhe a organização de visitas guiadas à exposição Memórias da Grande Pesca – Caixa da Memória.
Pelo interesse pedagógico evidente, que se operacionalisa no despertar de uma consciência histórica para os múltiplos significados de um património marítimo único, parece-nos de todo pertinente que os alunos de disciplinas tão divergentes como História, Geografia e até Educação Cívica.
A Campanha do Argus vai permitir ainda a realização de um exercício de análise critica à relação interessada do Estado Novo e do seu “aparelho de propaganda com o drama épico da pesca do bacalhau” (Álvaro Garrido, Director do MMI).
Numa terra com ligações tão profundas ao mar (entenda-se, não apenas geográficas) como é o caso da Figueira da Foz, interessa não perder esse vinculo e celebrar uma relação intemporal e que tantos benefícios tem trazido para os seus habitantes. O Dia Nacional do Mar comemora-se a 16 de Novembro, parece ser um óptimo pretexto para que os alunos das Escolas locais possam participar em mais uma iniciativa, organizada pelo CAE, que pretende acima de tudo valorizar os costumes e tradições da Figueira da Foz.


Marcações:
Telefone: 233 407 200
E-mail: se.cae@figueiraturismo.com
Sala: EXPOSIÇÕES (Centro de Artes e Espectáculos – Figueira da Foz)

Tá bonitinho não está? Sim... Eu ando a fazer promoção de uma exposição sobre bacalhau! E depois? Aqui é sinónimo de cultura. Está bem engraçada a exposição, sim senhor. Se tiverem um tempinho passem por cá. Eu faço uma visita guiada...
Beijos e abraços

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Agarra que é ladrão

O "Sr.-não-sei-quantos" ou "Zé-qualquer-coisa-assim" que me perdoe o plágio, que na verdade é uma copia quase integral, mas não resistia ao crime. Queria fazer o mesmo desenho mas com uma outra cor e um diferente sabor. O cupado é ele, nem alinhar palavras me deixa. 1,2,3 aqui vai: "Este voar constante, este voar esgotante. Este cansaço permanente que dá cabo da vida da gente."
Não é permanente mas é cansaço. Sabe bem, gostei...

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Take 1



http://www.cae.pt/, passem por lá! Pelo site e pelo centro... Gostei desta imagem-reflexo e enquandra-se perfeitamente no meu dia de hoje, isto porque tive o previlégio de conhecer os bastidores de uma casa de espectáculos. Passear, sorrir e dizer "Olá, boa tarde! Eu sou a Bárbara, a nova estágiária do serviço educativo" foi o plano de tarefas da tarde. Como vêm, um trabalho muito exaustivo fisicamente e psicologicamente saturante. Ok, amanhã já é a sério, acordar às 8h para apanhar o comboio das 9h12 e picar o ponto às 10h30. Vai custar, eu sei, mas quem me mandou ser irreverente e não ficar em Coimbra a fazer uma coisa que já 376 pessoas do meu curso fizeram? Seria muito mais desafiante, nem que fosse pela falta de gosto e motivação implicitas. Fica a imagem e as palavras... Dia produtivo, pelo menos no mundo dos blogs, imaginem o que será quando o trabalho fizer fila à porta do quarto e os neurónios organizarem uma manifestação por falta de pagamento...

Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida...

O Macaquinho do Chinês que me perdoe mas falar contra a parede é muito mais apetecivel, e hoje deu-se um avanço muito significativo na (curta) vida do argumento para o filme do meu estágio. Acho que vou comprar uma maquina de escrever, daquelas à antiguinha, para que a Estória tenho cheiro a nostalgia e sabor a papel velho. Hoje foi oficialmente o meu primeiro dia de estágio, mesmo com uma ruptura no menisco lá foi ela apanhar o comboio com destino ao incerto e paragem em "bora lá experimentar". Nervos? Não... Era mais um misto de ansiedade e vontade de vomitar. Ahahah. Vomitar sim, porque era tanta a informação (muitas duvidas, algumas sugestões e zero de certezas faz muita informação) que tinha pronta a disparar que tinha medo que me saisse projectada e não conseguisse segura-la até chegar ao Cae.
Assim que entrei no taxi e disse que queira ir até ao Cae ouvir logo a piada do "Se Cae, levanta-se"... Já viram como o Zé é engraçado? Nada de inovador, até já eu me tinha lembrado dessa piada. Enfim...


(Para quem não sabe, 1,2,3 Macaquinho do Chinês é o nome do meu outro Blog)

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Era boa a intenção...

Supostamente, hoje dia 1 de Outubro, seria o meu primeiro dia de Estágio. Seria..., forma verbal cada vez mais comum no meu dia-a-dia, é mesmo a expressão que melhor se adequa à situação. E porque é que "seria" e não "é"- perguntam vocês?! E perguntam muito bem, não é que me fui lembrar de fazer uma ruptura no joelho?
Logo agora... Com o patrocínio destas dores horrorosas (sim, horrorosas porque não se vêem, e quando não vemos o que nos provoca a dor é geralmente mais assustador. Não se esqueçam que, por exemplo, o medo vem sempre por trás)(risos, muitos risos).
Entretanto perdi-me no meu proprio novelo de lã enrolado por dentro (expressão muito pessoriana...), Ah! "Com o patrocínio destas dores horrorosas" decidi não ficar parada e começar o estagio, em casa. Colada ao computador vai ser a melhor forma que podem encontar para me desvrever, só até me livar das tais "dores horrorosas", claro! E até este momento tem banda sonora propria, hum..., deixem lá ver... Acho que vou ouvir a Mayra Andrade, a nova promessa da musica de Cabo Verde, a precisar de boas energias, nada melhor que ouvir a inocencia... Navega, um album de 2007 e uma optima sugestão para viajar, parado ou a andar.

P.S.: Desculpem lá a mania das rimas, mas não consigo fugir a elas.